O Projeto
Como é realizado o projeto?
No desenvolvimento de suas atividades, a ONG MADRINHAS DA VIDA observa os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade e da eficiência e não faz qualquer discriminação de raça, cor, gênero ou religião.
Nossas ações tem como finalidade promover, colaborar e executar programas para a melhoria da qualidade de vida de famílias destacando o desenvolvimento de crianças e adolescentes.
Desenvolvemos projetos visando a orientação da saúde de modo geral, segurança alimentar e nutricional. Promovemos o voluntariado com formação e capacitação e projetos e oficinas ligadas ao esporte e lazer.
CLUBE DE MÃES
Idealizado e organizado pela ❤️ D.Dina, o Clube de Mães tem como proposta a reestruturação familiar e econômica das mulheres da Comunidade.
Em meados de 2012/2013 eram oferecidas as oficinas de pintura na Associação de Moradores do Inocoop e hoje, em parceria com a ONG Madrinhas, resgatamos essa proposta de rodas de conversa, troca de experiências, aprendizado, e oficinas para confecção de pufe, reaproveitamento de retalhos, dobraduras, patwork, croche, trico, oficina de costura entre outras tantas, a demanda tem aumentado e o público tem participado, para tanto, precisamos de ajuda para qualificar esse atendimento e minimamente proporcionar uma estrutura para o público presente em nossas oficinas de Valorização Social, que consiste ao término da atividade conseguirem produzir ou confeccionar o que o foi apresentado em suas residências.
Educar e poder contribuir com um futuro mais próspero e qualificado está na nossa missão.
Ajude a ONG Madrinhas da Vida. Faça uma contribuição ou doe material para nossas oficinas.
Aniversário Solidário ONG Madrinhas da Vida
Compartilhe sua felicidade com muitas famílias carentes.
O aniversario solidário da ONG Madrinhas da Vida é uma forma divertida (diferente) de você, seus familiares e amigos apoiarem nossos projetos.
Você comemora o seu aniversário e seus amigos e familiares podem te presentear efetuando uma doação para nossa ONG.
As doações podem ser em dinheiro, cestas de alimentos (alimentos não perecíveis) roupas e sapatos em bom estado.
Somos a diferença que o Mundo precisa.
Faça com que sua data querida seja um dia especial para muitas famílias carentes.
Quer participar ? Manda uma mensagem no nosso WhatsApp: (12) 98177.5729.
E faremos um post personalizado para seus convidados.
A Invisibilidade da Matriarca: O peso do cuidado e a porta aberta pela Creche 20h
A Invisibilidade da Matriarca
O peso do cuidado e a porta aberta pela Creche 20h
Para quem vive no corre diário do Campo Limpo, o relógio não é apenas um marcador de horas, mas um adversário que impõe escolhas impossíveis entre o sustento da casa e a segurança dos filhos. A figura da "Matriarca" periférica é o eixo central de uma economia invisível: A Economia do cuidado. Ela carrega sozinha a responsabilidade pelo provimento e pela criação, muitas vezes sem qualquer rede de apoio ou política pública que entenda sua realidade. Essa invisibilidade é política: a falta de creches com horários condizentes com a jornada de trabalho de quem mora longe dos centros urbanos sobrecarrega a mulher, prendendo-a em subempregos ou na informalidade, já que o Estado falha em prover o suporte básico necessário para que ela possa ocupar o mercado de trabalho com a cabeça erguida e sem o medo constante de deixar sua criança desamparada. A vulnerabilidade social, portanto, não é apenas a falta de dinheiro no bolso, mas a falta crônica de tempo e de uma infraestrutura que valide o direito dessa mulher de ser mais do que uma cuidadora em tempo integral, permitindo que ela exerça sua cidadania e busque sua autonomia financeira e pessoal dentro de um sistema que historicamente a ignora e a silencia.
O trabalho da ONG Madrinhas da Vida surge como uma resposta direta a esse abismo, transformando o suporte técnico em um ato de resistência e emancipação feminina ao oferecer a Creche de Horário Estendido, que funciona das 6h30 às 20h. Quando a organização abre suas portas nesse intervalo diferenciado, ela não está apenas oferecendo um lugar para a criança ficar; ela está devolvendo àquela mãe o direito sagrado de trabalhar, estudar e se desenvolver, sabendo que seu filho está seguro, alimentado e acolhido por uma rede que entende o "suor" por trás de cada jornada. Essa iniciativa é o que viabiliza o trabalho feminino na região, suprindo a ausência do Estado e combatendo a sobrecarga que muitas vezes leva ao esgotamento físico e mental das mulheres do Campo Limpo. É uma infraestrutura de suporte que permite que a matriarca deixe de ser apenas a base da sobrevivência doméstica e passe a ser a protagonista da sua própria ascensão, transformando o ambiente da creche em um porto seguro onde a educação infantil e a liberdade da mulher caminham juntas.
É fundamental entendermos que a promoção de uma creche com esse perfil não é um "favor" ou um ato de caridade isolado, mas sim a garantia de um direito à dignidade que deveria ser universal. Ao consolidar essa rede de apoio que já evolui há 14 anos, a ONG Madrinhas da Vida demonstra que o cuidado passa necessariamente pelo acolhimento, pelo chá e pelo abraço, mas também por uma gestão administrativa séria que entende a logística da periferia. Precisamos de um letramento social que faça a sociedade enxergar que investir na autonomia dessas mulheres é a solução mais eficaz para quebrar o ciclo de pobreza local, pois quando uma mãe tem suporte, toda a comunidade prospera ao seu redor. Transformar a empatia em ação prática e política significa apoiar projetos que zerem as filas de espera e permitam que nenhuma matriarca precise escolher entre o pão na mesa e o cuidado com seus filhos, garantindo que a engrenagem do esforço feminino seja finalmente reconhecida e amparada por todos.
Dignidade como Ato Político: A psicologia da escolha no Bazar Free
Dignidade como Ato Político
A psicologia da escolha no Bazar Free
A pobreza sistêmica impõe muitas barreiras físicas, mas uma das mais profundas e silenciosas é a desumanização causada pela falta total de escolha, onde quem vive em vulnerabilidade é condicionado a aceitar apenas o que "sobra" da sociedade. Geralmente, as doações em massa não consideram o gosto, o tamanho ou a identidade de quem recebe, tratando o beneficiário como um objeto passivo da caridade alheia e retirando dele a subjetividade de ser quem é. O projeto Bazar Free da ONG Madrinhas da Vida rompe com essa lógica ao propor que o acesso ao vestuário seja feito através da liberdade de escolha, permitindo que a mulher selecione a peça que lhe agrada e o calçado que realmente lhe serve. Esse gesto, que pode parecer simples para quem tem recursos, é na verdade uma ferramenta psicológica poderosa de resgate da identidade, pois reafirma que aquela pessoa ainda tem o poder de decidir sobre sua própria imagem e sobre como deseja se apresentar ao mundo.
Quando uma mãe do Campo Limpo entra no bazar e encontra um ambiente organizado, com roupas de qualidade e a oportunidade de provar e escolher o que deseja, ela está vivenciando o que chamamos de "psicologia do acolhimento". O ato de vestir-se com algo que se escolheu pessoalmente funciona como um combustível para a autoestima, combatendo a sensação de invisibilidade que a falta de recursos impõe diariamente nessas comunidades. O Bazar Free não entrega apenas tecido e linha; ele entrega o direito de se sentir bonita, respeitada e humana em um sistema que muitas vezes tenta reduzir a vida periférica apenas à necessidade básica de sobrevivência. É uma forma de dizer que a estética e o bem-estar não são privilégios de quem mora nos condomínios de luxo vizinhos, mas direitos fundamentais que auxiliam na reconstrução do amor-próprio e na força necessária para enfrentar os desafios do cotidiano com a dignidade restaurada.
Por trás desse projeto, existe uma visão política clara: a caridade que não respeita a autonomia é incompleta e, por vezes, opressora. Ao transformar o bazar em uma espécie de "vitrine da esperança", a ONG Madrinhas da Vida eleva o padrão das doações e exige que o que chega à periferia seja de alto padrão, refletindo o valor que cada beneficiária possui. Essa abordagem educativa também serve para os doadores, que passam a entender que doar não é apenas descartar o que não serve mais, mas sim oferecer itens que devolvam o brilho nos olhos de outra mulher. Portanto, o Bazar Free é um manifesto contra a desumanização da pobreza e uma prova viva de que a solidariedade verdadeira é aquela que empodera e devolve a voz, garantindo que cada peça escolhida seja um passo a mais na caminhada de uma matriarca que está redescobrindo sua própria importância e seu lugar de direito na sociedade.
Campo LImpo - Território de Contrastes
Campo Limpo - Território de Contrastes
Campo Limpo, bairro que figura entre os mais tradicionais da zona sul de São Paulo, revela uma história marcada por ocupações e transformações sociais desde a década de 1970. Originalmente formado por pequenas chácaras e áreas agrícolas, o território começou a receber fluxos migratórios intensos de famílias em busca de moradia mais acessível. Esses primeiros moradores, muitas vezes oriundos de regiões periféricas ou do interior paulista, construíram comunidades com base na solidariedade e na ocupação autogestionária do espaço urbano, desafiando as políticas públicas que frequentemente negligenciam esses assentamentos.
Ao longo das décadas, Campo Limpo passou por uma expansão urbana marcada por contrastes gritantes. Enquanto comunidades tradicionais lutavam para manter seu direito à cidade, áreas vizinhas se transformaram em condomínios de alto padrão, refletindo a lógica de segregação socioespacial. A presença de muros altos, guaritas e infraestrutura privada nos condomínios de luxo evidencia o abismo social que separa ricos e pobres. Essa dualidade manifesta-se também em serviços públicos diferenciados: escolas, unidades de saúde e transporte público frequentemente favorecem as áreas de maior poder aquisitivo, deixando as comunidades em condições precárias.
O território de Campo Limpo não é apenas um espaço físico, mas um espaço simbólico onde se confrontam histórias de exclusão e resistência. As ruas das comunidades guardam memórias de lutas por terra, melhorias habitacionais e pela manutenção de redes comunitárias de apoio. Festas, feiras e associações de bairro funcionam como instrumentos de coesão social, enquanto os condomínios de luxo simbolizam um modelo de vida isolado e mercadológico.
A análise histórica evidencia que, desde os anos 70, a segregação urbana não é um acidente, mas resultado de políticas de urbanização que incentivam a valorização imobiliária em detrimento do bem-estar coletivo. No entanto, apesar das desigualdades, Campo Limpo também é território de criatividade e resistência. Projetos culturais, iniciativas de educação comunitária e organizações sociais mostram que, mesmo em meio ao abismo social, há estratégias de inclusão e fortalecimento comunitário.
Portanto, Campo Limpo é um microcosmo das tensões urbanas brasileiras: coexistem riqueza e pobreza, segregação e solidariedade, abandono e luta por cidadania. Compreender sua história permite perceber não apenas a realidade local, mas também os padrões que se repetem em cidades brasileiras, onde o espaço urbano continua sendo palco de contrastes e disputas sociais profundas.
A Economia do Afeto
A Economia do Afeto
Em muitos territórios urbanos, o que mantém a vida cotidiana funcionando muitas vezes foge às estatísticas econômicas: é a chamada economia do afeto. Redes de apoio comunitário, voluntariado de proximidade e trocas informais são mecanismos invisíveis que sustentam a vida de milhares de famílias, especialmente em contextos onde o mercado formal ignora necessidades básicas. Mulheres, historicamente responsáveis pelo cuidado, desempenham papel central nesse sistema. Ao se organizarem em grupos de apoio, associações e cooperativas, elas criam microestabilidades econômicas e sociais que passam despercebidas pelos indicadores oficiais.
O trabalho de cuidado, que inclui acompanhamento de crianças, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade, não é remunerado de forma justa e raramente é contabilizado no PIB. Ainda assim, é ele que garante a sobrevivência e o bem-estar de muitas famílias. Em bairros periféricos, vizinhas trocam serviços, emprestam roupas, ajudam na alimentação e criam redes de segurança informal. Essa economia afetiva transforma o cotidiano e cria formas alternativas de circulação de recursos, muitas vezes baseadas na confiança e na solidariedade.
A cooperação feminina emerge como um elemento estruturante dessa realidade. Mulheres que coordenam grupos de costura, hortas comunitárias, cooperativas de alimentos ou programas educativos não apenas geram renda adicional, mas fortalecem vínculos que sustentam o território. O valor dessas iniciativas não é apenas econômico, mas social: elas aumentam a resiliência da comunidade, promovem autoestima, reduzem vulnerabilidades e criam espaços de pertencimento.
Além disso, o voluntariado de proximidade cria uma economia simbólica e afetiva. O gesto de cuidado, o acompanhamento emocional e a ajuda cotidiana representam capital social que muitas vezes tem mais impacto na vida das pessoas do que políticas públicas insuficientes. Essa economia invisível questiona a ideia de que produtividade e riqueza só podem ser medidas pelo dinheiro; o afeto, a colaboração e o cuidado diário mostram que existem formas de riqueza que escapam à lógica mercantil.
Portanto, reconhecer a economia do afeto é compreender que o cuidado, a solidariedade e a colaboração não apenas sustentam famílias e comunidades, mas também constituem bases essenciais para a construção de territórios mais justos e humanos. Valorizar esses trabalhos é investir na resiliência social, na equidade e na
O que já realizamos
Depoimentos
Alana
"Eu moro há 10 anos e venho a todos os eventos, a festa das crianças é um festão, da brinquedos, o lanche é de graça, tudo de graça. A pipoca que vocês doaram fez toda diferença no nosso dia a dia. A festa do dia das mães foi maravilhosa, café da manhã incrível, prêmios, eu tenho até hoje o meu sabonete que ganhei de vocês. Eu como mãe fico muito feliz de vocês nos ajudarem. Pra muitos aí fora nós somos bandidos por que moramos numa ocupação e vocês da ONG Madrinhas nos veem como pessoas com necessidades, sou muito grata e feliz pela ajuda de todos vocês".
Geane
"Eu moro a 5 anos e frequento os eventos, dia das crianças, doação de cesta básica e eu estou recebendo o cartão da prefeitura, mas não tem o carinho que vocês proporcionam. Eu gosto muito dos bazares que vcs fazem com roupas a R$0,50 Na festa de Natal, as minhas crianças gostaram dos brinquedos mas eu gostei mesmo do Kit de higiene que minhas crianças ganharam, shampoo, condicionador, escova de dente, pasta de dente. A ONG representa apoio pra comunidade".
Jaqueline
"Eu moro há 7 anos aqui na região e esse ano de 2020 minhas crianças sentiram falta da Festa das Crianças. As cestas que estamos recebendo faz muita diferença, viu. Meus filhos escreveram cartinhas para o Papai Noel e foram contemplados, ficamos tão felizes, minha filha recebeu a cartinha de resposta do padrinho e ela ficou tão feliz, guarda até hoje a cartinha. Somos pessoas de bem, se vc quiser vir na minha casa será muito bem recebida, mas não é assim que a maioria das pessoas nos enxergam, isso entristece a gente. Vocês são uma ponte pra gente, através de vocês da ONG eu consigo enxergar um futuro diferente e melhor pra mim e para meus filhos".